30 / 06 / 22

Mercado de trabalho pós-pandemia e os desafios da carreira digital

Fique por dentro das tendências e desafios voltados para o mercado de trabalho pós-pandemia

Não há dúvidas de que a pandemia de Covid-19 impactou a vida das pessoas em diversos aspectos, incluindo o profissional. A adoção de novos modelos de trabalho, a necessidade de digitalização dos negócios e uma nova percepção de valorização pessoal e profissional são exemplos de desafios que estabeleceram um marco no mercado de trabalho pós-pandemia. 

Ninguém esperava tantas mudanças em um período tão curto de tempo, e elas não param por aí. O futuro do mercado de trabalho reserva muitas adaptações, especialmente no tocante à carreira no digital. Há influência do digital no mercado e nos hábitos de profissionais de diversas áreas, isso é inquestionável, por isso é preciso se preparar para viver e trabalhar inserido nessa realidade mas, acima de tudo, estar bem informado sobre ela.

Quais desafios da carreira digital no mercado de trabalho pós-pandemia o futuro nos reserva? 

mulher negra fazendo anotações frente ao computador parecendo estar inserida no mercado de trabalho pós-pandemia

Os desafios da carreira no digital no mercado de trabalho pós-pandemia

O ano de 2020 foi um divisor de águas para o mercado de trabalho. Nesse âmbito, todos sofreram com os impactos gerados pela pandemia e tiveram, à sua maneira, que se adequar à nova realidade imposta pela crise sanitária que assolou o mundo.

De acordo com o Estudo Global de Tendências da Mercer, a queda de empregos formais e informais foi uma das mudanças mais impactantes, sentidas de maneira imediata por milhares de pessoas ainda no início da pandemia. 

As incertezas em volta da empregabilidade giraram os holofotes para tendências e desafios voltados para o mercado de trabalho pós-pandemia. A seguir, conheça alguns desafios e tendências que envolvem a carreira digital no momento pós-pandêmico.

Automação com lado humano como prioridade

Pode-se afirmar que a pandemia foi responsável por acelerar a automação de processos e a transformação digital no mercado de trabalho. Isso porque muitos empregadores viram a internet como um facilitador para o funcionamento do negócio diante do cenário em questão.

Uma pesquisa encomendada pela Microsoft aponta que a pandemia acelerou essa transformação em 72% das empresas entrevistadas, fazendo com que organizações mais familiarizadas com soluções digitais conseguissem capacitar seus colaboradores e se recuperar mais rapidamente. 

Contudo, como cada setor opera de forma diferente, a pandemia expôs as lacunas digitais de maneiras distintas em cada um deles. Empresas de educação, por exemplo, mostraram preocupação com acesso e inclusão, enquanto aquelas do setor de mídia e comunicação se concentraram nas mudanças tecnológicas. 

mão de pessoa com vitiligo e de uma pessoa negra brindando com copo de café simulando conexão entre pessoas no mercado de trabalho pós-pandemia

O lado humano da tecnologia expõe a urgência das conexões entre as pessoas e delas com um senso de propósito compartilhado

Como você pode perceber é unânime que, entre todos os setores, o lado humano da tecnologia se sobressai, escancarando a urgência na valorização da conexão entre as pessoas, delas com seu trabalho e com um senso de propósito compartilhado.

Nesse sentido, a automação de processos é muito valiosa para as empresas que pretendem se diferenciar no mercado de trabalho pós-pandemia. A utilização de métodos ágeis, especialmente na gestão de projetos, assim como outros recursos tecnológicos focados na terceirização de atividades repetitivas é fundamental. 

Para saber mais sobre ferramentas, aplicativos e demais recursos tecnológicos que podem auxiliar profissionais e empresas no mercado de trabalho pós-pandemia, explore aqui alguns textos do blog.

Modelo de trabalho que valorize o bem-estar

É interessante pensar que, antes da pandemia, a maioria das organizações não acreditavam na viabilidade do trabalho remoto. O que houve foi uma adoção compulsória desse modelo, uma vez que o mundo todo passou por fases de lockdown para evitar a propagação do vírus da Covid-19. 

Por uma necessidade, empresas que antes eram estruturadas em um modelo tradicional de trabalho foram desafiadas ao máximo. Já aquelas que já possuíam os dois pés na inovação, as chamadas nativas digitais, apenas aproveitaram o momento e partiram rumo à prosperidade.

Em um primeiro momento, a aceitação do popular home office foi quase unânime, já que, em casa, os funcionários passaram a ter sua produtividade no ápice. Passado o momento da novidade, as pessoas começaram a sentir um certo esgotamento das telas e uma necessidade de maior divisão entre a vida pessoal e profissional. 

Agora, de frente com problemas antes nunca encarados, as empresas estão lidando com o fato de que é preciso focar em políticas de bem-estar junto aos seus funcionários. A busca incansável pela produtividade, de todos os lados, somente evidenciou a forma como as doenças emocionais rondam o mercado de trabalho pós-pandemia.

O investimento em uma cultura organizacional voltada para o engajamento e bem-estar dos funcionários é essencial. O modelo “anywhere office” é um exemplo desse investimento. Nele, os colaboradores das empresas realizam as suas atividades em qualquer lugar, que seja feito da melhor forma.

Redução do estresse, melhoria no engajamento e até redução de custos com infraestrutura são bônus entregues pelo modelo anywhere office. Muitas empresas aderiram ao modelo de dois anos pra cá, inclusive, como a Amazon, o NuBank e a Loft. 

Contudo, nem completamente digital, nem completamente presencial. Especialistas acreditam que no mundo pós-pandemia vamos caminhar para um modelo de trabalho híbrido, com mais flexibilidade. 

De acordo com a pesquisa O futuro do trabalho no Brasil realizada pelo Google Workspace, dentro de um contexto pandêmico, 44% das empresas brasileiras já adotam o modelo híbrido como o seu principal formato de trabalho. 

Os dados apenas evidenciam que as pessoas valorizam ações que proporcionem, sobretudo, seu bem-estar, como a economia de tempo com transporte, a segurança e uma rotina mais participativa no âmbito familiar. 

Destaque para lideranças e habilidades comportamentais

Um dos grandes efeitos no mercado de trabalho gerados pela pandemia está atrelado ao aumento da competição entre os trabalhadores. Vagas mais escassas ou mais focadas em competências técnicas pouco conhecidas fez com que muitas pessoas não evoluíssem em seleções e entrassem para as estatísticas de desemprego. 

Embora as competências técnicas tenham seu lugar ao sol no mercado de trabalho pós-pandemia, uma das apostas é o desenvolvimento das chamadas soft skills. As habilidades sócio-emocionais que têm mais a ver com comportamento e comunicação.

Além disso, a valorização das lideranças é um ponto crucial na discussão sobre os próximos passos da carreira digital no mercado de trabalho pós-pandemia. Uma pessoa vai longe sozinha, mas acompanhada ela vai além. Sabendo disso, desenvolver a criatividade, a visão analítica e a agilidade é aprender a propor novas soluções e novos meios de ver o mundo. 

A capacitação de líderes e o recrutamento de times diversos se tornou tarefa de casa das organizações que planejam um futuro próspero. Desenvolver uma cultura organizacional preparada para a implementação de políticas de ações afirmativas é um bom começo. 

E agora, o que o futuro nos reserva?

A pergunta de um milhão de dólares! Por aqui temos algumas apostas sobre o que o futuro reserva para a carreira digital no mercado de trabalho pós-pandemia. 

Já deixamos algumas pistas ao longo do caminho e queremos compartilhar mais com você sobre o assunto, então fique à vontade para comentar, compartilhar sua experiência ou enviar suas dúvidas!

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Sara Basan

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