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Processos

1 de abril de 2019

Quando o organograma da agência digital pode gerar prejuízo

Escrevo esse artigo alguns minutos depois de sair de uma reunião sobre a migração de agência tradicional para online. Na discussão, falamos sobre o organograma da agência digital. Revisei alguns cenários e resolvi compartilhar aqui o que entendo ser a melhor forma de escalar o time de uma agência digital com foco em performance.

Nós já falamos aqui sobre formatação de organograma de agência digital sobre estes ângulos:

Mas como organizar os times fisicamente?

Já trabalhei em agências com as seguintes divisões:

  • Por departamento
  • Por tamanho
  • Por participação no processo produtivo

Há diversas ponderações a fazer em cada estrutura e isso muda radicalmente a forma como a operação funciona. Foi pensando nisso que decidi compartilhar os prós e contras de cada uma delas.

 

 

 

Organograma da agência digital e a divisão física do time

Por departamento

Essa estrutura é muito presente em agências que vendem serviços muito especializados em separado. Mídia, SEO, Site, Conteúdo. Por esse motivo, recrutam e agrupam os profissionais com lideranças técnicas. Líder de mídia, de SEO e por aí vai.

Nesta estrutura, o lado bom é que os profissionais se tornam super especializados nas suas habilidades. Por outro lado, a junção de profissionais em projetos mistos é mais difícil. Especialmente se houver hierarquia entre os serviços ofertados e pouca integração entre as lideranças técnicas.

  • Alerta de prejuízo: a dificuldade de interação com os times mistos engessa o processo de testes, análise e reação tão necessário ao Marketing Digital. Já vi muitos casos em que o time entrega o escopo, mas fica faltando o resultado. E é aí que o cliente vai embora.

Por tamanho

Aqui a escolha é por limitação física mesmo. Maior time na maior mesa, menor time nas estações que restam. Acontece bastante em agências que estão começando ou nas que estão vivendo um boom de crescimento.

Para estes casos, a acústica e a falta de espaço para alinhamentos passa a ser um problema. Quando a agência tá no começo, essa proximidade física pode ser benéfica para a construção da cultura.

  • Alerta de prejuízo: a queda de produtividade diminui a capacidade de atendimento do time e a lucratividade da agência. A dispersão também contribui para o turnover (demissões voluntárias) e desgaste emocional do time.

Por serviço

Essa aqui é minha preferida, já antecipando. É quando o time se organiza em células menores, formadas por todos os profissionais que participam do processo produtivo necessário ao serviço contratado por um grupo de clientes.

No inbound Marketing, por exemplo:

Profissional de Gestão de Projetos, SEO, Conteúdo, Design e Mídia sentam juntos para viabilizar o processo produtivo, baseado na gestão ágil. Dessa forma fica mais fácil alinhar as demandas e sua ordem de prioridade. Nessa formatação, o núcleo fica responsável por um grupo de clientes até a hora de formar uma nova célula.

  • Alerta de prejuízo: aqui o prejuízo está em não calcular a capacidade produtiva do núcleo. Sem isso, o time pode ficar sobrecarregado ou até bem ocioso.

 

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Larissa Lima

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O GPD é resultado de mais de 10 anos de experiência de sua fundadora, Larissa Lima, na gestão de projetos de Marketing Digital. Desde 2016, apoia profissionais e empreendedores da área a conquistar a excelência de seus projetos digitais sem aumentar sua jornada de trabalho.

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